THD: Técnica menos invasiva elimina hemorroidas sem cortes e sem dor

Cirurgia do Aparelho Disgestivo

Por Dr. Juliano Joudatt

Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Geral

CRM 130.863 / RQE 69.164

Publicado em · 3 min de leituraVisualizações: 792

Além de eliminar as incisões e as dores pós-operatórias, o procedimento tem recuperação muito mais rápida e sem angústias.

A maioria das pessoas com queixas de hemorroidas não procuram o médico, apesar do extremo incômodo, por vergonha, medo ou falta de informação.

Hoje, temos técnicas para a cirurgia que não causam dores no pós-operatório. Além de eliminar as incisões e as dores pós-operatórias, o procedimento tem recuperação muito mais rápida e sem angústias.

Entenda o THD

A THD (Dearterialização Hemorroidária Transanal guiada por Doppler) é uma técnica cirúrgica moderna e simples. Com o paciente anestesiado, o cirurgião insere um anuscópio (equipamento para visualizar o canal retal) com um ultrassom (doppler) na ponta. O aparelho mede o fluxo sanguíneo pelo som, identificado o “pulso” da região.

Depois disso, é acionada uma agulha que fica no próprio aparelho responsável por costurar a(s) veia(s), reduzindo o fluxo que alimenta a hemorroida. Na sequência, o tecido que sobra também é costurado no lado interno do reto. “Sem sangue, a hemorroida murcha, diminuindo muito de tamanho e eliminando os tão temidos incômodos”, explica o Dr. Juliano Joudatt, cirurgião geral e gástrico.

De acordo com o especialista, a THD trata-se de uma espécie de “lifting” da mucosa para que ela suba em direção ao reto, mesmo procedimento que é utilizado na pálpebra caída, por exemplo. “A técnica é indolor durante e depois do procedimento. Tenho pacientes que voltaram a trabalhar no dia seguinte”, ressalta o Dr. Juliano.

CAUSAS

As hemorroidas são muito comuns, principalmente durante a gestação e após o parto.

Elas resultam do aumento da pressão nas veias do ânus. A pressão faz com que as veias inchem, tornando-as doloridas, especialmente quando você está sentado.

A causa mais comum é o esforço durante as evacuações, mas também podem ser causadas por:

• Uma dieta pobre em fibras;

• Prisão de ventre crônica;

• Diarreia crônica;

• A prática de sexo anal;

• Histórico de hemorroida na família;

• Cirrose;

• Tabagismo;

• Obesidade;

• Gravidez;

• O hábito de beber pouco líquido;

• Gripes e resfriados;

• Infecções anais;

• Reter as fezes quando se tem necessidade de evacuar;

• A permanência na posição sentada por longos períodos.

Tipos

• Hemorroida Interna: inchaço das veias ficam apenas dentro do ânus;

• Hemorroida Externa: inchaço se projeta para fora.

Subtipos

• Grau I: Sem prolapso, ou seja, não se exteriorizam;

• Grau II: Há exteriorização, mas há o retorno espontâneo da hemorroida;

• Graus III: Há exteriorização e é necessário o auxílio manual para retorno ao normal;

• Grau IV: Há exteriorização e a hemorroida não retorna ao normal nem com auxílio manual.

COMO É A NOVA TÉCNICA

Aparelho costura veia no canal retal

Ultrassom

O cirurgião insere um anuscópio para visualizar o canal retal. Na ponta do aparelho há um ultrassom capaz de medir o fluxo sanguíneo.

Costura

Identificado o “pulso”, o aparelho dispara uma agulha e costura a veia ou artéria dilatada (hemorroida).

Fluxo sanguíneo

Com isso, é interrompido o fluxo de sangue que alimenta a hemorroida. Sem sangue, ela murcha. A mucosa do ânus que fica frouxa também é costurada.

VANTAGENS

Pós-operatório menos doloroso e menor chance de complicações. Pode ser feita com sedação e paciente tem alta no mesmo dia.

DESVANTAGENS

Não é indicda para todos os casos e não existem estudos sobre a evolução da cirurgia a longo prazo.

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