Pedra na vesícula: quando é necessário operar e quais os riscos de adiar o tratamento?

Cirurgia do Aparelho Disgestivo

Por Dr. Alexandre Gandolfi

Cirurgião Bariátrico · Cirurgião do Aparelho Digestivo

CRM/SP 117.338 · RQE 82.578 · 82.577

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A vesícula biliar é responsável por armazenar a bile, substância produzida pelo fígado que auxilia na digestão das gorduras. Quando componentes dessa bile se acumulam e formam cristais, podem surgir os chamados cálculos biliares, popularmente conhecidos como pedras na vesícula. Mas nem toda pedra na vesícula precisa ser operada.

Em pacientes que não apresentam sintomas, geralmente é possível realizar acompanhamento sem intervenção cirúrgica. Entretanto, quando surgem episódios de dor abdominal, principalmente na parte superior direita do abdômen, náuseas e vômitos, a cirurgia pode ser recomendada.

Quais são os riscos de adiar a cirurgia?

Quando os cálculos provocam sintomas, adiar o tratamento pode favorecer novos episódios de dor e complicações, como inflamação da vesícula ( colecistite ), obstrução dos canais biliares e pancreatite aguda. Algumas dessas condições podem exigir atendimento hospitalar e tratamento de urgência. Dor intensa e persistente, febre ou pele amarelada são sinais que precisam de avaliação médica imediata.

Como é realizada a cirurgia?

O procedimento mais utilizado é a colecistectomia por videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que permite retirar a vesícula por meio de pequenas incisões no abdômen. Em casos adequados, essa abordagem pode proporcionar menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida quando comparada à cirurgia aberta. O mais importante é não esperar que um problema tratável se transforme em uma complicação. A avaliação com um cirurgião do aparelho digestivo permite identificar a necessidade da cirurgia e definir o momento mais seguro para realizá-la.

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