Radiofrequência não ablativa: Uma alternativa para a saúde íntima feminina na menopausa

Ginecologia e Obstetrícia

Por Dra. Valéria Dória Mendes da Costa

Ginecologia

CRM/SP 79.010 · RQE 72.521

Publicado em · 1 min de leituraVisualizações: 10

A menopausa provoca mudanças importantes no organismo feminino, especialmente pela redução dos níveis de estrogênio. Entre as consequências estão o ressecamento vaginal, a diminuição da elasticidade dos tecidos, o desconforto nas relações sexuais e alterações urinárias, sintomas que podem comprometer significativamente a qualidade de vida.

A radiofrequência não ablativa é uma tecnologia que utiliza energia eletromagnética para produzir aquecimento controlado dos tecidos, sem provocar sua destruição superficial. Esse estímulo térmico busca favorecer a remodelação do colágeno e melhorar as características dos tecidos da região íntima.

Na ginecologia regenerativa e funcional, essa tecnologia vem sendo estudada como uma possível opção complementar para mulheres com sintomas geniturinários da menopausa.

Entretanto, é fundamental destacar que, embora alguns estudos apresentem resultados promissores, as evidências científicas ainda são limitadas quanto à eficácia e à segurança em longo prazo. Por isso, a radiofrequência não ablativa não deve ser considerada substituta dos tratamentos já estabelecidos, como o estrogênio vaginal, quando indicado.

O tratamento deve ser individualizado, considerando os sintomas, o histórico clínico e as expectativas de cada paciente.

A saúde íntima faz parte da saúde integral da mulher. Falar sobre essas mudanças, buscar orientação especializada e conhecer as possibilidades terapêuticas são passos importantes para viver a menopausa com mais conforto, autonomia e qualidade de vida.

Dra. Valéria Dória Mendes da Costa - CRM-SP 79.010
Especialista em Menopausa – The Menopause Society
Ginecologia Regenerativa e Funcional

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