Genética, estresse, dieta, doenças: Veja as razões para a queda de cabelo

Dermatologia

Por Dra. Karen Omekita

Dermatologista

CRM 121.165 / RQE 4.002

Publicado em · 3 min de leituraVisualizações: 788

Ver o ralo do banheiro e a escova sempre lotados de cabelo causa aflição em você? Calma, isso nem sempre é sinal de que você está ficando careca. É natural perder entre 50 e 100 fios por dia, assim como a diminuição do volume da moldura do rosto conforme envelhecemos.

O problema é quando a perda dos fios se torna intensa e precoce. Em muitos casos, o problema é causado por doenças, medicamentos, hábitos ou situações que exigem muito do organismo. A boa notícia é que existe solução para a maioria dessas situações, desde que um dermatologista seja consultado o quanto antes, para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado. Comprar produtos por conta própria pode sair caro e não resolver o problema, já que as causas tendem a variar bastante.

A seguir, você verá as principais condições associadas à perda de cabelo.

• Genética, a maior vilã:

Mais ou menos 50% dos homens e até 40% das mulheres acima dos 50 anos sofrem com a chamada alopecia androgenética, ou seja, a calvície determinada geneticamente.

• Estresse ou ansiedade:

Após situações que envolvem sobrecarga física e/ou emocional, como infecções, cirurgias, gravidez, parto, dietas radicais, luto ou quadros depressivos, muita gente observa tufos de cabelo ficarem no travesseiro ou na escova, o que os médicos chamam de eflúvio telógeno.

• Carências nutricionais:

A queda acentuada dos fios pode ser sintoma de uma deficiência nutricional, como a anemia por falta de ferro mineral envolvido no transporte de oxigênio, que é fundamental para o crescimento do cabelo.

• Doenças inflamatórias:

Em algumas pessoas, o organismo passa a encarar uma estrutura do próprio organismo como uma ameaça e gera um processo inflamatório reação chamada de “autoimune”.

• Dermatite seborreica:

Embora seja uma inflamação de pele, caracterizada por descamações (caspa) e vermelhidão, algumas pessoas com esse tipo de dermatite também podem apresentar queda de cabelo. O fungo Pityrosporum ovale também pode estar envolvido. Xampus específicos e solução capilar são os medicamentos controlam o problema.

• Alopecia cicatricial:

Esse grupo de doenças raras envolve a perda permanente dos folículos capilares. A principal delas é a alopecia frontal fibrosante, que, apesar de incomum, tem aumentado de forma alarmante entre mulheres na pós-menopausa.

• Hábitos nada saudáveis:

Alguns hábitos podem provocar a queda exagerada dos fios –ou acentuar o problema em quem já tem a propensão como puxar a raiz ao prender o cabelo (tração), aplicar condicionador ou leave-in no couro cabeludo, dormir com o cabelo molhado, exagerar no gel ou cera e usar boné o tempo todo são alguns exemplos.

• Covid-19 persistente acarreta perda de cabelo reversível:

A queda de cabelo geralmente ocorre 2-3 meses após evento desencadeante, um gatilho, que pode ser uma doença forte, anestesia geral, após o parto, suspensão de anticoncepcional, perda de peso rápida, entre outros. A Covid tem efeitos inflamatórios intensos, por isso, causa uma queda mais intensa e precoce. O problema pode durar por meses, dependendo do caso.

É recomendado que, caso note alguma alteração ou tenha alguma suspeita de queda de cabelo anormal, procure um médico especialista adequado para tratar do caso.

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